O que eu realmente quero dizer com esse parágrafo aí em cima é que antes de ler o livro eu já achava que não devemos esconder a morte dentro de uma gaveta mofada de nossas mentes mas, sim, estarmos cientes de que ela está aí à todo momento e esteve desde o surgimento da vida. Sabe aquela sua tia que fala "- Vamos parar de falar nessas coisas" quando alguém começa a puxar o assunto (morte)? Pois é, é disso que estou falando, ninguém vai morrer só por falar nisso.
Concordo que esse momento, pra quem fica vivo, é muito doloroso mas acho que se conversássemos mais sobre isso a dor seria menor pois já "saberíamos" de antemão que "a donzela" chegaria e nos levaria o ente querido.
A dor deve ser maior para aquelas pessoas que se prendem na morte de alguém, que nunca esquecem, que dizem que tudo era melhor quando ela estava viva e que não sentem vontade de fazer nada pois não tem mais motivo. Essas pessoas se esqueceram "dela" e, sei lá, achavam que iam viver para sempre.
Nós precisamos ter a plena consciência de que quando um filho, irmão, pai e/ou mãe saem de casa eles podem não voltar.
Resumindo, ninguém morre por falar de morte mas acho que quanto mais falarmos e discutirmos o assunto mais sentido terá nossa existência e, talvez, deixaríamos de agir como se fôssemos uma criança mimada que chora e esperneia quando seu castelinho desaba.
Não se esqueça: você vai morrer, eu vou morrer, todos vamos mas isso não quer dizer que não podemos ter uma bela e iluminada vida. Forte abraço! ; )
