Pesquisa personalizada
Mostrando postagens com marcador Liesel Meminger. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Liesel Meminger. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de novembro de 2009

A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak

Foi com lágrimas nos olhos e aquela sensação de "que joça, já tá acabando" que terminei a leitura de "A Menina que Roubava Livros" de Markus Zusak.
Além de incrivelmente bem escrito o livro conta com uma narrativa muito gostosa de ler pois o autor, durante o texto, dá características dos personagens em pequenos textos dentro do parágrafo e ainda consegue, sem tirar nada do suspense da trama, adiantar acontecimentos que só ocorrerão páginas à frente.
Quem conta a história da nossa roubadora de livros, a senhorita Liesel Meminger que vai parar em Molching, Alemanha,(mais exatamente no nº 33 da rua Himmel) é a morte em pessoa( ou seja lá o que for). Liesel está lá por causa da segunda guerra e é deixada por sua mãe sob a guarda de uma família adotiva. Com essa família Liesel vai descobrir muito sobre a vida, sobre as pessoas, sobre a guerra e sobre roubar livros. No decorrer da obra nossa protagonista "encontra" vários livros e várias pessoas que marcarão sua forte história para sempre. Escolhi esses dois trechos da história para tentar ilustrar um pouco melhor o clima do livro:

"Provavelmente, é lícito dizer que, em todos os anos do império de Hitler, nenhuma pessoa pôde servir ao Führer com tanta lealdade quanto eu. O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A conseqüência disso é que estou sempre achando seres humanos no que elses têm de melhor e de pior. Vejo sua feiúra e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles têm uma coisa que invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer."

"Muita gente me perseguiu nessa época, invocando meu nome, pedindo-me que eu os levasse comigo. E havia também a pequena percentagem que me chamava de vez em quando e sussurrava com a voz estreitada.
- Leve-me - Diziam eles, e não havia como detê-los. Estavam apavorados, não há dúvida, mas não tinham medo de mim. Era o medo de estragarem tudo e terem que se enfrentar novamente, e terem que enfrentar o mundo, e gente como você."

Mas não vão pensando que o livro é somente essa coisa sombria, tem muitos momentos de glória como quando Max, o judeu do porão, luta num ringue de boxe contra o próprio Hitler ou quando Rudy, melhor amigo de Liesel, se transforma em Jesse Owens para vencer as olimpíadas.
Em resumo, um ótimo livro que nos possibilita rir, chorar e averiguar a nossa condição humana. ;)